quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Eu estou vivo


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Não duvide de Deus


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Jesus escreveu no chão


"Jesus inclinou-se e começou a escrever no chão com o dedo" (João 8.6)

A cena é devastadora: uma mulher desesperada, sentindo a morte rondar-lhe por todos os lados. Um grupo radical, legalista e sua armadilha dogmática e impiedosa. Olhares mistos: curiosidade, raiva, expectativa e até um certo êxtase macabro, afinal a multidão adora espetáculos dolorosos. A mulher, no centro de todos os ódios, na convergência efervescente de todas as teologias. O ápice do caos parece iminente. Parece...

Jesus também estava lá. Ele sempre está perto de quem sofre. É o Deus da empatia: do grego, "em" + "patos": dentro do sentimento. O Deus de todos os "ais". O Deus que se sensibiliza, que conhece os bastidores da fúria, as cavernas do medo, as raízes de amargura, as palavras que se mesclam aos gemidos, os sonhos destruídos, a dor em toda sua extensão.

Levaram uma mulher para ser morta dentro do Templo. Teologias da vingança, da fúria e do terror não respeitam geografias. Têm pressa para matar. São os caçadores de escândalos que Davi tão bem retratou no Salmo 35. 21: "Com a sua boca dizem: nós vimos, nós sabemos de tudo!" Gente triste que só consegue um mínimo de prazer ao destruir a alegria dos outros.

Eles queriam um espetáculo do terror, e Jesus lhes deu um: em suas próprias mentes: "Se algum de vocês estiver sem pecado, seja o primeiro a atirar-lhe uma pedra" (8.7). Em cada mente um tsunami de impurezas começa a jorrar. Somos feitos da mistura estranhamente complicada de imperfeições. Não podemos sair mirando, fulminando, julgando. Esses verbos são conjugados em nossas almas todos os dias.

Jesus, curvado, escreve no chão... Deus escrevendo no pó!

Foi a ação mais extraordinária que ele fez. E deu tão certo! Até hoje - séculos depois - ainda estamos olhando para aqueles rabiscos. Jesus tirou de cima da mulher TODOS os olhares. Ele a libertou da munição do olhar.

Silêncio. Talvez alguns soluços daquela mulher. O texto, a narrativa de João insiste em colocar a marca que os maldosos queriam tatuar nela: adúltera! Jesus não! Ele se levanta e a chama de "mulher" - devolve a dignidade que a marca queria roubar. Mulher! Então faz a pergunta que complementa o processo de liberdade: "Onde estão os teus acusadores? Ninguém te condenou?" Só condena quem julga - e Jesus não a julgou, ele a curou!

O Deus que escreveu no chão agora escreve uma nova história: "Vá e não peques mais!" É como se o Éden fosse redimido. É Deus dizendo à sua filha: "É melhor ficar comigo!" Não peque! Mas, como o mesmo João vai escrever depois: "mas, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo" (I João 2.1).

Por causa de Jesus sei que sou livre!

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terça-feira, 1 de novembro de 2011

Jesus fez


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Porque Deus nos ama tanto ?


"Fé, Esperança e Amor"
Por: R. C. Sproul 



Essa é uma das perguntas mais difíceis de responder se pensarmos nela sob a perspectiva de Deus .

Aqui estamos nós , sua criaturas , que fomos feitas á sua imagem com a responsabilidade de espelhar e refletir sua glória e sua retidão para todo o mundo . Nós o desobedecemos vezes sem conta , em todos os lugares e em todas as maneiras . Ao fazer isso , representamos mal o seu caráter diante de todo o universo . A bíblia diz que a própria natureza geme esperando o dia da redenção da humanidade , porque a natureza sofre com nossa iniquidade (Rm 8.22) .

Quando pensamos em como temos sido desobedientes e hostis para com Deus , nós nos perguntamos o que teria feito com que Ele nos amasse tanto assim. Em Romanos 5.7 , quando Paulo está abismado com o amor de Cristo manifestado em sua morte , ele diz : ”Dificilmente alguém morreria por um justo ;pois poderá ser que pelo bom alguém se anime a morrer .” Esse é o tipo de amor que transcende a tudo que temos experimentado nesse mundo . Creio que a única coisa que posso concluir é que amar é que próprio da natureza de Deus . Amar é parte do seu caráter intrínseco e eterno.

O Novo Testamento nos diz que Deus é amor . Esse pode ser um dos versículos mais mal compreendidos das Escrituras . Lembramos que , alguns anos atrás , era moda dizer que a” felicidade é um cachorrinho fofo” .Tínhamos essas definições sucintas do conceito de felicidade , que se estendiam também ao amor –” Amar é nunca ter de pedir perdão ” e outras frases parecidas —e todos nós estávamos muito interessados em compreender todo o processo do amor .

Mas quando a Bíblia diz que Deus é amor , essa afirmação não é o que chamamos de afirmação analíticas na qual se pode trocar o sujeito e o predicado e dizer que , portanto , o amor é Deus . Não é isso que a Bíblia quer dizer . Ao contrário , o que a forma de expressão hebraica quer dizer é que Deus ama tanto e que seu amor é tão consistente , tão intenso , tão profundo , tão transcendente e uma parte tão integral de seu caráter que , para poder expressar da maneira mais absoluta possível , dizemos que ele é amor . Isto é , simplesmente afirmamos que Deus é o padrão máximo e definitivo de amor.

Por R. C. Sproul

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A Cura

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Por: Hospital da Alma

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Voltar a Inocência



Por Pr. Marcello Matias 


Criança... Ah, os tempos de criança! Onde brincávamos tanto, nos divertíamos com tão pouco... Onde a maior responsabilidade era com os estudos... Onde não havia esse medo do mundo... Onde me soltava sem medo nos braços do pai...

Quando penso em criança – e me reporto a Bíblia, lembro-me da passagem de Mateus 19:13. Duas perguntas me veem a mente. Afinal de contas, porque aquelas crianças queriam tanto estar perto de Jesus? E porque os discípulos fizeram tanta questão de barra-las... Já parou pra pensar nisso?

De certo aquelas crianças não estavam atrás de Jesus pela sua fama ou poder. A singularidade da infância – quando não contaminada pelos adultos – faz com que elas demonstrem sentimentos puros e simples. Acredito que as crianças não estavam atrás dos milagres de Jesus, mas sim do amor que exalava Dele. Criança tem facilidade de detectar certos sentimentos nos outros.

Aqueles pequenos não estavam ali para julgá-lo ou analisa-lo. Simplesmente decidiram amar Jesus. Queriam estar perto, estar próximos Dele.

Isso me leva a pensar em nossa necessidade de resgatarmos senão por completo, pelo menos um pouco daquela pureza, simplicidade e inocência que regia nossa infância.

E pautado na palavra do próprio Jesus, é necessário que façamos isso se queremos herdar o reino dos céus. Mas como assim? De que forma posso ser como uma criança novamente? Vamos ver algumas coisas que preciso aprender ou reaprender com nossos pequenos:

- Criança tem disponibilidade para aprender: Qualquer criança se alegra quando aprende algo novo. Sente-se orgulhosa. E isso faz com que ela esteja sempre disposta a aprender algo daquele que tem sido seu referencial, seja pai, mãe, pastor, professor ou outro. Em contrapartida, os chamados adultos sempre se acham donos da razão e da verdade. Sempre sabem tudo. Nunca precisam aprender nada, porque nunca erram.

Se quisermos resgatar um pouco dessa inocência, precisamos nos despojar de nossa arrogância e, como criança, nos dispormos a aprender e copiar o Mestre. Como crianças espirituais, necessitamos sempre imitar os passos de Jesus.

- Criança tem disposição para amar: Criança não ama você pelo que faz, mas pelo que é. Você pode não oferecer necessariamente tudo aquilo que ela necessita ou deseja, mas ela sempre será fiel a você com seu amor. Ela decide te amar. A singularidade do amor de uma criança precisa ser copiada por nós.

- Criança tem facilidade em perdoar: Eita adultos! Quanta dificuldade em relevar situações. Já vi muitas crianças que, depois de uma briga feia, com agressões físicas e tal, se perdoarem mutuamente. Minutos depois já estão juntas brincando. É como se nada houvesse acontecido. Se quisermos voltar a ser como crianças, precisamos decidir perdoar o próximo. Lembrando sempre que perdoar não é esquecer, mas lembrar sem mágoa, sem rancor. Perdão deixa apenas uma cicatriz, que já não incomoda.

- Crianças dependem do pai: Crianças também erram. Fazem artes, desobedecem, aprontam... Mas quando as coisas apertam, não pensam duas vezes – correm para os braços do Pai. Elas sabem que só eles podem ajudar nos momentos de crise. Crianças entendem que são limitadas, que não sabem muita coisa e tem seu pai como referencia extrema da sabedoria e conhecimento. Em contrapartida, eu e você brigamos com meio mundo, nos ferimos e a última coisa que lembramos é de corrermos para o Pai. Sempre achamos que podemos resolver. Se entendemos a palavra de Jesus, precisamos resgatar esse nível de total dependência do Pai.

Assim sendo, podemos agora entender melhor um pouco do que Jesus quis dizer. É necessário que você se desarme de seus conceitos, ideias e projeções sobre si para se aproximar daquilo que Jesus pediu. Ser como criança, não é fazer pirraça diante de Deus, mas sim resgatar um sentimento profundo e sincero para com Ele e seu próximo, além de voltar a depender exclusivamente do Pai. Que Deus assim nos ajude.

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